Na segunda-feira eu (Stephan) e o Filipe resolvemos dar um saltinho ao Cabo Raso. Chegamos bem cedo e entramos com o mar calminho, condições muito raras ali naquela zona, a visibilidade estava muito boa, mas o peixe estava muito escasso. Passados uns 30 minutos, o vento mudou e por incrível que pareça, a visibilidade ficou quase nula. Nesta altura o Filipe encontrou um buraco bem apertado a uma profundidade de 12 metros com um vulto lá dentro que não deixava perceber bem o que era. O buraco tinha um recanto e tornava-se muito difícil o acesso com apenas uma entrada. Deixamos uma arma à entrada e fomos mergulhando à vez para ver se conseguíamos fazer o tiro. Para ajudar, foi um dia em que estávamos sem lanterna e a visibilidade já estava naquele sítio a rondar os 2 metros. O arpão estava à entrada do buraco e tínhamos que acompanhar o fio da arma que estava na superfície para chegar ao local.
O Filipe estava convencido que era um robalo, mas estava muito complicado de ver o peixe dentro do buraco. Ao fim de uns 35 minutos, o Filipe cai na frente do buraco e coloca arma de 50 lá dentro. Espera uns 30 segundos e dispara... recolhe o peixe e vem para a superfície e para nossa surpresa era uma tainha (1,5kg). Tal foi o tamanho da desilusão que saímos da agua e arrancamos em direcção ao Monte Estoril. Acabamos por apanhar mais um polvo e uns chocos e o dia ficou por ali.
Temperatura da agua: 14 graus.
Abraços,
Filipe e Stephan